5 coisas que você precisa saber sobre Yayoi Kusama
Arte

5 coisas que você precisa saber sobre Yayoi Kusama

Entre no universo peculiar (e repleto de bolinhas!) da artista japonesa.
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Yayoi Kusama é nada menos que a lenda que ela foi feita para ser: a meticulosa artista tem compartilhado sua visão ímpar com o mundo há mais de sete décadas, e ela não planeja parar tão cedo. A seguir, listamos algumas das características que melhor definem a icônica artista.

1. Bolinhas dominam sua vida.

Sua arte conta com algumas temas recorrentes, como as abóboras, mas nenhum deles têm um peso tão signifcativo quanto as bolinhas, verdadeiros sinônimos do legado de Kusama. Desde os 10 anos de idade, o símbolo permeia uma série de obras da artista, ganhando-lhe o apelido "sacerdotisa das bolinhas". Sua obsessão com o formato, no entanto, tem origens obscuras: as bolinhas aparecem no primeiro plano das alucinações traumáticas das quais sofre desde a infância.

"Um dia eu estava olhando a estampa de flores vermelhas da toalha de mesa e, quando olhei para cima, vi o mesmo padrão cobrindo o teto, as janelas, as paredes e, por fim, em toda a sala, meu corpo e o universo . Senti como se eu tivesse começado a girar em torno de mim mesma, a girar na infinidade do tempo infinito e do absoluto espaço", conta.

À esquerda: "Pumpkin" (1981).

2. Sua arte explora o infinito e além.

Para Kusama, a repetição vertiginosa de pontos também simboliza o apagamento da identidade, o caminho para se tornar um só com o universo. Embora também seja expressada através de suas pinturas de 'Infinity Net', sua visão de "auto-obliteração" é melhor compreendida nos fascinantes 'Infinity Mirror Rooms'. Ali, as orbes de luz suspensas são infinitamente refletidas por paredes espelhadas, criando uma ilusão sublime e aterrorizante de que você está parado no meio de um abismo caleidoscópico.

"Nossa terra é apenas uma bolinha no meio de um milhão de estrelas no cosmos. As bolinhas são um caminho para o infinito".

3. O mundo é sua tela.

As bolinhas de Yayoi Kusama já apareceram em muitas superfícies, às vezes preenchendo quartos inteiros. Para a Bienal de Cingapura em 2006, ela transformou árvores da Orchard Road em figuras vermelhas impressionantes, cobertas de manchas brancas. Ela também pintou em corpos – tanto dela própria quanto de estranhos -– como parte de seus notórios "acontecimentos" que aconteceram em Nova York no final dos anos 60. Por meio de sua arte, Kusama recria meticulosamente o mundo enquanto o vê em todo o seu surrealismo.

À direita: "Minha Alma Eterna".

4. Ela é próxima à moda.

Muitos devem estar familiarizados com a colaboração da artista com a Louis Vuitton em 2012: uma coleção fantasiosa de bolsas, vestuário e acessórios com poás. Mas o relacionamento de Kusama com a moda vai além disso. Na década de 1960, ela fundou a Kusama Fashion Company em Nova York, produzindo roupas e têcidos de vanguarda. Alguns de seus vestidos foram inclusive vendidos na Bloomingdale's.

5. Seu amor pela arte não conhece limites.

Além da moda e da arte, Yayoi mergulhou em inúmeros outros meios, incluindo novelas, poesias e filmes. Sua devoção incansável à criação de arte é, em grande parte, uma maneira de expulsar seus demônios internos. Mas é também uma forma de demonstrar seu amor pela vida, como retratado em sua série em andamento, "My Eternal Soul". Originalmente programada para reunir 100 pinturas , a coleção já possui mais de 500 obras de arte, cheias de ideias e cores vibrantes – um testemunho da eterna criatividade da artista.

"Eu sempre admirei as maravilhas da vida. Essa forte expressão da força da vida tem sido minha crença como artista, e é o que me apoiou e me deu forças para superar sentimentos de depressão, desesperança e tristeza."

 

Imagens: cortesia da National Gallery Singapore e Ota Fine Arts.

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