Embaixador da arte
Arte

Embaixador da arte

O artista plástico escolhido para ser o embaixador de artel da marca Melissa no Brasil, Felipe Gobbi, conta sobre sua trajetória e o seu olhar sobre o mundo.
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Como nasceu o artista?

Nunca tive uma relação muito fácil com materiais de desenho no colégio, mas sempre fui um apaixonado por cores. Brinco que posso ouvir as cores. A cor que mais gosto, por exemplo, é o rosa pink, e ele fala alto. Um dia, morando na China, encontrei uma libreta com desenhos de criança no apartamento que alugava. Decidi que iria, então, preencher os espaços vazios das folhas e foi exatamente nesse momento que me apaixonei por desenhar. Minha namorada da época adorou e pediu que eu fizesse um quadro personalizado para ela, desde então, nunca mais parei....Passei a personalizar quadros para muitas pessoas.... Isso foi há seis anos.

 

Como você se vê hoje?

No início, sabia apenas que havia uma identidade muito pessoal no meu desenho e que esse era o meu caminho. Antes de morar na China, morei nove anos no México, e aquele país tem muita responsabilidade sobre minha expressão artística. Fui para lá como surfista e logo em seguida estava trabalhando como modelo, coisas que eu já fazia no Brasil antes de ir.  Mas a cultura mexicana é tão marcante, e se impregnou em mim de tal forma, que me considero parte mexicano. Isso aparece nos meus desenhos constantemente, e, como se pode perceber, faço arte bruta com sensibilidade, uso linhas, formas e cores para estimular o pensamento.

 

Como você decidiu voltar para ao Brasil depois de tanto tempo fora?

Não foi algo com um motivo específico, foram diversos os pontos que considerei, família, amigos, oportunidades de trabalho, etc. Acho que senti que deveria voltar, e como você pode ver, eu estava certo.

 

Como você virou embaixador de arte da Melissa no Brasil?

 

Quando cheguei em São Paulo queria mostrar a minha “Personal arte”, expressar as pessoas através das minhas obras. Passei um tempo me conectando com a cidade, até que a banda Natiruts me chamou para fazer as artes, em led, para o palco da turnê Reagge Brasil, que agora está rodando o país. Isso me deu bastante visibilidade, até que o marketing da Melissa entrou em contato comigo, para eu customizar melissas em Belo Horizonte. No entanto, o projeto se ampliou e fui convidado para, em vez de representar apenas o meu estado, fazer a customização para todo país.

 

Você foi modelo, e como artista, acabou voltando para a moda, customizando um produto identificado com o mundo fashion. Que papel a moda tem na sua vida?

 

Sempre me senti inserido na moda, captei muita informação durante esta minha vivência como modelo e desenvolvi, acredito, um bom senso estético. De tanto consumir a moda, acabei entendendo dela um pouco, e, na verdade, só consegui compreender o tamanho dessa influência em mim, com a arte. Mas tenho meu próprio estilo, minha mãe até me chama, carinhosamente, de Augustinho (personagem de uma série de televisão, conhecido pela mistura exótica de estampas). Sou undergrond mesmo!

 

Mas a moda também acabou virando um negócio...

 

Sim. Tenho uma marca de camisetas chamada NewGobbi, onde estampo as tshirts com a minha arte, algo que estou adorando fazer. Isso deu frutos e também tenho projetos com guitarras e calçados finos. Acredito que a arte e a moda são expressões muito próximas, onde pessoas se inspiram e se mostram criativamente, cada um em sua plataforma.

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