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O ácido azelaico está em alta no skincare

O ácido azelaico é um dos ingredientes que vem ganhando mais espaço no universo do skincare. Saiba tudo aqui!
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Você já ouviu falar de ácido azelaico? O ingrediente está ganhando cada vez mais adeptas pela sua versatilidade e já se tornou um dos favoritos das amantes de skincare! Sendo usado na dermatologia há décadas, o componente tem atualmente mais relevância principalmente por ser um dos ácidos mais seguros – tanto que, na verdade, segundo a Dra. Juliana Jordão, ele é um dos únicos seguros na gestação, por exemplo. 

 

Gestantes com acne, as que querem manter algum tipo de cuidado antienvelhecimento, as que possuem manchas ou querem tratar rosácea, ou melasma são as que comumente escolhem o ácido durante a gravidez. Por possuir tantos benefícios, o ingrediente já se tornou uma das maiores tendências do ramo, mas é natural sentir dúvidas quanto ao seu uso. Para auxiliar nessa questão, convidamos a Dra. Juliana Jordão e a Dra. Fernanda Sanchez para contar tudo sobre ele. Confira!

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(Foto: Unsplash)

- O que é o ácido azelaico

O ácido azelaico é um ácido carboxílico usado na dermatologia há décadas. Produzido na levedura, ele é capaz de trazer diversos benefícios para a pele. Ele é considerado um ácido suave.

 

- Benefícios do ácido azelaico

O ácido azelaico possui diversos benefícios! “Ele promove uma leve esfoliação da pele, pela renovação epidérmica que gera, por isso ele também é útil para tratamento contra a oleosidade e redução de cravos e até mesmo tem efeito secativo na acne”, revela Dra Juliana. “Por atuar em uma enzima chamada enzima tirosinase, ele também tem um efeito despigmentante suave”.

Além disso, de acordo com a Dra. Fernanda “ela é bem conceituada em relação a pacientes que tenham processos inflamatórios”, que explica também que ele é um bom ingrediente para tratar pacientes com rosácea e melasma. 

Outro benefício do ácido azelaico, segundo a Dra. Fernanda, é que ele não é fotossensível, ou seja, é possível usá-lo o ano inteiro, sem restrição.

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(Foto: Unsplash)

- Para quem é indicado

Segundo a Dra Juliana o ácido pode ser usado em qualquer caso de acne, de melasma ou rosácea, porém como ele é um ácido suave ele não é uma opção de escolha em casos mais severos, seria mais para casos leves.

Além disso, ele é um aliado para as gestantes e, de acordo com a Dra, ele é um dos únicos indicados durante a gravidez. De acordo com a Dra. Fernanda, é indicado também para pacientes que desejam clarear manchas, mas possuem peles sensíveis.

 

- Como usar o ácido azelaico

“Eu utilizo normalmente em noites alternadas, no caso das gestantes, quando não tem a pele muito sensível. Poderia ser usada em outros tipos de pele, tipo oleosa e mesmo em peles sensíveis, em noites alternadas desde que não cause muita vermelhidão e ardência”, revela a Dra. Juliana.

Já a Dra. Fernanda revela que o ácido “pode ser usado também de dia (de manhã e de noite) se for o caso, vai depender da prescrição médica, mas não tem nenhum problema, basta usar o filtro solar por cima”.

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- Dicas extras:

O ácido azelaico tende a pinicar, o que é um limitador. De acordo com a Dra. Juliana nem toda paciente tolera o tratamento com ele. “É normal essa pinicarão na hora de aplicar, mas nem todas as pacientes toleram, algumas ficam com a pele bem avermelhada então não é uma unanimidade”. A Dra. Fernanda, entretanto, acredita que há algumas formas de resolver essa questão. 

“Para as que não toleram, as que se incomodam com a pinicarão, eu oriento esperar uns 10 minutinhos depois que lavam, não colocar logo imediatamente ele. E se for até colocar um creme fortalecedor de barreira, tipo esses séruns hidratantes fortalecedores de barreira cutânea. Eles deixam a pele mais resistente ao princípio ativo que vai entrar em seguida, eles hidratam com o sérum e a pele hidratada vai tolerar melhor o ácido” revela.

“Outra opção também, tem pacientes que a gente pode até manipular o ácido azelaico com a glicina, chama-se azeloglicina. Ele tem a propriedade do azelaico sem dar esse desconforto, sem pinicar. Ele pode ser feito através da manipulação associado à molécula de glicina, a tolerância aumenta também”.

Outra questão é que, por ser um ingrediente tão suave, de acordo com a Dra. Fernanda ele não é uma monoterapia, sendo usado em união com outros ativos.

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