Cultura

Luciana Tranchesi abre as portas da sua casa e fala sobre relação com filho

Em seu apartamento, em São Paulo, com o filho, Antônio, de 3 anos: a influencer de moda também conquista seguidores com dicas sobre maternidade.
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Sentada à mesa de jantar de sua casa, diante de pincéis e produtos de maquiagem, a influencer de moda Luciana Tranchesi, 29, se apronta para a sessão de fotos publicadas nestas páginas. Do corredor, em cima de uma moto elétrica, surge Antônio, 3, curioso para saber o que sua mãe está fazendo que não atende aos seus chamados.

 

“Mamãe, você vai trabalhar? Não vai passar muita maquiagem, né? Posso trabalhar com você hoje?”, questiona, em seu tom sempre doce, dando uma breve olhada tímida para toda a equipe na sala. Luciana ri e explica que o garoto é muito afetuoso e adora ficar enchendo seu rosto de apertos, mas que, quando ela está usando produtos muito pesados, ele evita. “O Antônio não curte que eu use maquiagem. Acha que o resultado às vezes é artificial. E também não quer se sujar, claro”, diz.


Essa é uma cena típica de carinho entre mãe e filho que faria o maior sucesso se fosse postada no Instagram de Luciana (@lutranchesi) – tudo o que ela publica relacionado a Antônio (a hashtag #antoniotps reúne os posts) tem chuva de likes e de comentários se derretendo por ele. São fotos e vídeos do pequeno brincando, rezando, conversando com a mãe. Ela confessa não ter medo do que Antônio possa achar disso mais para frente, pois afirma que o que faz é o que qualquer outra mãe faria com um celular nas mãos. “Amo fotografar o meu filho e acho ele lindo em todas as fotos”, diz. 

Por causa desse amor explícito e compartilhado, Luciana virou referência também para além da moda, e vive trocando ideias com suas seguidoras sobre maternidade e educação. As mensagens mais frequentes que recebe na rede são com perguntas sobre gravidez, separação (ela não é mais casada com o pai de Antônio) e produtos que indica.

 

“Muitas acabam dividindo comigo um momento nem tão bom da gravidez, pois não têm mais a mãe por perto ou estão passando por uma fase ruim no casamento. Tento tranquilizá-las da melhor forma que posso e lembrar que toda gestação é cheia de inseguranças, pois ninguém é mãe até ser de fato. É só quando o nosso filho nasce que nos tornamos mãe", diz.

Luciana começou no mundo da internet em 2010, quando ainda se falava somente em blogs. O seu surgiu como um respiro enquanto acompanhava a mãe, Eliana Tranchesi, à época uma das donas da boutique de luxo Daslu, nos tratamentos que fazia contra um câncer no pulmão, que acabou tirando sua vida em 2012.

 

Antes de criar o blog, no qual falava de moda e lifestyle, trabalhou na própria Daslu e foi uma das criadoras da marca de fast-fashion 284. Hoje, seu perfil no Instagram é sua principal plataforma de contato com quem adora seguir sua vida e se inspirar em seus looks, e nela já conta com quase 600 mil seguidores. Como faz a maior parte das influencers, divide sua rotina do começo ao fim do dia e, nisso, entram posts com Antônio. 

Embora curta compartilhar momentos com o filho, admite que a exposição já gerou pensamentos conflitantes e atualmente tem evitado postar muitas fotos dele. “Não quero vincular minha conta à imagem dele”, afirma. Também diz respeitar quando percebe que Antônio não quer posar. “Se ele diz não, eu abaixo o celular e pronto.”

 

As seguidoras sentem falta, no entanto. “Me perguntam se está tudo bem, querem vê-lo.” Menos Antônio no Instagram não quer dizer, portanto, que os dois têm passado menos tempo juntos. “Nossa rotina é intensa. Eu o acordo, tomamos café, levo à escola, busco e, à tarde, faço o que posso para termos mais momentos em dupla”, conta.

Boa parte da decoração da casa em que Luciana e Antônio moram é feita com fotos dos dois. Aqui, o caderno que reúne cartas que a influencer vem escrevendo para o filho.

Tanta dedicação é um exemplo que vem de sua mãe. Luciana lembra como uma das características mais fortes de Eliana o poder que ela tinha de juntar a família. “Sempre queria todos por perto, independentemente do quão ocupada poderia estar.

 

Minhas memórias de infância são em família, e nossa casa sempre foi uma delícia, com todos juntos, se curtindo. Estarmos unidos era uma lei para ela, e vejo que herdei isso. Mas só percebi depois de virar mãe. Antes, não gostava muito de comer em casa. Hoje, amo receber.” 

Segundo Luciana, Antônio também já se mostra agregador. Calmo, só trava com a mãe discussões de amor, com os dois disputando quem ama mais o outro. Disputas invariavelmente encerradas com uma voz aguda dizendo “não, mamãe, não é você. Sou eu que te amo mais”. Luciana até tenta insistir mais um pouco, tentando convencê-lo do contrário, mas logo desiste, feliz e claramente realizada.

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