Cultura

Mario Testino e Bruce Weber são acusados de abuso e perdem seus empregos

Depois dos escândalos em Hollywood, os dois fotógrafos de moda também foram acusados em denúncias de abuso sexual. Entenda o caso aqui:
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Depois dos casos em Hollywood e das denúncias contra o fotógrafo Terry Richardson, mais um escândalo de abuso sexual no mundo da moda. No último fim de semana, mais de 28 modelos, ex-modelos masculinos e assistentes de fotografia se reuniram para revelar ao jornal The New York Times novos casos envolvendo Mario Testino e Bruce Weber

 

Segundo eles, os dois fotógrafos de moda estiveram atuando obcenamente no set há décadas. Os modelos descreveram momentos em que foram expostos a nudez desnecessária, em cenas em que Bruce Weber os tocavam em lugares para "sentir a energia". 

 

No caso de Testino, famoso por várias campanhas e editoriais de moda, além da sua "Towel Series" (em que fotografa os modelos apenas de toalha), e por clicar momentos especiais para a família real britânica como o noivado de William e Kate e o batizado da princesa Charlotte, os modelos fizeram acusações tão graves quanto. Muitos deles, por exemplo, se disseram coagidos a observar enquanto Testino se masturbava. 

Muitos dos relatos ocorreram durante os anos 90 e só agora foram revelados. 

 

Gene Kogan representante da Next Management, uma das maiores agências de modelos no período de 1996 a 2002 confirmou que todos sabiam das práticas dos dois fotógrafos e ele costumava avisar isso aos novos modelos que chegavam na agência e ainda completou: "Se você dissesse que não iria trabalhar com fotógrafos como Bruce Weber ou Mario Testino, você poderia apenas pegar suas coisas e procurar outra carreira", disse ele, explicando que os modelos simplesmente não poderiam resistir ao assédio.

 

O modelo Jason Fedele (foto ao lado), que fez vários trabalhos com Testino, ainda disse: "Todos os agentes sabiam que isso era o que faria sua carreira avançar e ser bem sucedida”.

 

Os advogados de ambos fotógrafos se disseram surpresos e negam totalmente todas as acusações. 

 

Marcas como Michael Kors, Burberry e Stuart Weiztman, além da editora Condé Nast (das revistas Vogue, GQ, Glamour...) já se posicionaram afirmando que não irão mais trabalhar com os acusados. 

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