Fashion Week

A mulher furiosamente forte e viva da Rodarte na NYFW

A marca explorou o lado sombrio de sua estética clássica
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Com silhuetas inspiradas nos anos 40 e muito romantismo, as irmãs Kate e Laura Mulleavy apresentaram a coleção de Outono/Inverno 2020 da Rodarte. Como referência para o glamouroso conto gótico da passarela, a grife se inspirou em um clássico: Drácula de Bram Stocker, de 1992, dirigido por Francis Coppola.

 

O desfile aconteceu na igreja de São Bartolomeu, em Midtown, e com o ambiente mal iluminado a noite proporcionou um palco sombrio, refletindo muito bem a inspiração principal. Mas, apesar disso, as roupas da marca não mostraram - em um primeiro momento - todo o espírito que pairava sobre o ambiente, passando a sensação de que Kate e Laura deram destaque não para o vampiro em si, mas sim para sua presa.

 

Os vestidos alegres de poá, brilhantes, cheios de drapeados e mangas bufantes do início deram a entender que a coleção seria uma estética típica da Rodarte: a garota calma e bem educada. Porém, bastou uma capa brilhante azul escura para a coleção tomar um rumo muito mais fúnebre. 

 

A mudança das bolinhas e vestidos meigos com cores alegres para os looks totalmente escuros, com bordados de teia de aranha e estampas que nos remetiam aos castelos de filmes antigos de vampiros, transmitiu a mensagem da transformação da presa em predador. Ou a transformação da mulher, agora muito mais forte e viva.  

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