Hommes

Navio de resgate financiado pelo artista Banksy está à deriva com refugiados

Apenas 49 pessoas foram resgatados por autoridades europeia.
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O navio de resgate financiado pelo artista britânico Banksy está à deriva no Mar Mediterrâneo há alguns dias. A embarcação recebeu o nome de Louise Michel, em homenagem a feminista e anarquista francesa do século XX, e partiu em segredo no dia 18 de agosto do Porto de Burriana, na Espanha, com destino ao mar aberto. 

Banksy, que mantém sua identidade em segredo e no ano passado vendeu uma obra por 12 milhões de dólares em um leilão, divulgou um vídeo em suas redes sociais afirmando que comprou o barco para ajudar os refugiados já que União Europeia deliberadamente ignora os tristes pedidos de socorro de quem não é europeu.

Segundo a própria tripulação, inicialmente haviam 219 imigrantes, mas apenas 49, considerados mais frágeis, foram resgatados por autoridades da Itália - 32 mulheres, 13 crianças e 4 homens. Outros 150 foram transferidos para o barco de resgate da ONG SeaWatch, mas dezenas de refugiados e 10 tripulantes continuam esperando por socorro. 

Além dos embarcados, mais 33 pessoas, que não puderam subir a bordo por questões de segurança, aguardam resgate em um bote salva-vidas próximo. Fontes afirmam que existe água entrando no bote e vários passageiros estão feridos.

A tripulação reconhece a ajuda feita até agora, mas lamenta o descaso dos países europeus que ignoraram os pedidos de ajuda. Eles afirmam que fizeram várias tentativas de contato com autoridades em Malta, Alemanha e na ilha italiana de Lampedusa. Antes do resgate parcial feito pela Guarda Costeira Italiana, a equipe escreveu no Twitter que não conseguia mais mover o navio por causa da superlotação e do bote junto dele. 

Sobre esse assunto tão pertinente e digno de questionamentos, a L’Officiel Hommes Brasil apresenta um ensaio assinado pela fotógrafa Thais Vandanezi, que se propôs a abrir o debate sobre a posse da “Terra” e ilustrou algumas de nossas capas com refugiados. O refúgio é visto como ato marginal, que rouba a identidade de quem “se atreve” a cruzar as fronteiras. 

Nos Estados Unidos, driblar os muros é crime grave, e não importa a idade de quem se arrisca. Na Europa, muitos países financiam as milícias líbias a fim de impedir o acesso dos imigrantes em “nobre continente”. Descubra muito mais sobre o assunto em nossa versão digital disponível nas plataformas Claro Banca e Go Read

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