Hommes

O mais roqueiro dos roqueiros brasucas, Serguei, saiu de cena.

Tivemos o privilégio de entrevistá-lo recentemente. Veja parte da matéria que você encontrará na nossa edição que já está nas bancas.
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Se o Brasil tem um Keith Richards, ele se chama Serguei. Ou Sérgio Augusto Bustamonte, nascido em novembro de 1933, no Rio de Janeiro, de um pai executivo de multinacional e de uma mãe dona de casa. Antes de ser o roqueiro mais excêntrico do Brasil, ele foi bancário e comissário de bordo da Panair. Foi demitido de ambos para felicidade

da nação, que passou a vê-lo em frente aos microfones, tão estiloso quanto qualquer astro do rock americano e tão cheio de histórias quanto qualquer celebridade do showbizz. As datas se confundem um pouco quando se trata da cronologia exata para os causos contados pelo roqueiro, mas pouco importa a veracidade, porque a maneira como conta é que faz a lenda: o caso com Janis Joplin, a farra com Gina Lollobrigida que rendeu uma demissão, o sexo (muito sexo, quando se trata de Serguei) com árvores e outros seres, tudo isso ajuda a construir a imagem da figura que o crítico Arthur Veríssimo, autoridade em rock brasileiro, chama muito apropriadamente de “elfo ancestral” e “fauno intergaláctico”. É em frases como “eu comi a Janis Joplin”, “não tenho grana, mas tenho muito mais a oferecer às pessoas”, “sou um tipo meio bissexual” e “continuo com minha epiderme borbulhando erotismo” que ele exercita a atitude punk e livre, marca de uma vida inteira.

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Foto: Wagner Roger

Serguei chegou aos 85 anos sem abandonar o jeitão que o levou ao pódio de roqueiro mais cool do Brasil. Continua a vestir calças rasgadas e jaquetas, e a usar o cabelo repicado bem ao mood setentinha. Costuma repetir que a pessoa precisa ter um estilo próprio, não pode copiar ou imitar porque isso soa ridículo. Sobre o acúmulo dos anos, ele é categórico. “Em termos de envelhecimento, eu ainda não passei por ele não”, avisa, de Saquarema, no litoral do Rio de Janeiro, onde mora e construiu o Templo do Rock, um museu dedicado ao gênero.

Leia a matéria completa na edição de L’Officiel Hommes que está nas bancas! 

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Foto: Wagner Roger

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