Moda

Atualize-se! As 10 tendências para o mercado de moda global em 2019

Inovação; Revolução; Mudança. Uma nova forma de fazer e de vender moda: esta é a aposta do relatório elaborado recentemente pela consultoria McKinsey&Company em parceria com o portal Business of Fashion.
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Foto: The Zoe Report.

Uma verdadeira mudança no mercado global da moda marcou os últimos tempos e a concretização da necessidade de renovação no meio será vista e sentida no ano de 2019.

O sucesso virá para as marcas capazes de repensar a moda, já que é muito claro para todos que certas práticas e estratégias se tornaram antigas e realmente não funcionam mais.

Veja abaixo as 10 tendências para 2019, expostas pelo relatório que leva em consideração 275 entrevistas com executivos deste mercado:

 

 1. Cautela

O clima do mercado será mais cauteloso a partir dos índices econômicos e outras forças influenciadoras do mercado em geral (a política, por exemplo).

A desaceleração da economia global persiste até 2020 e, portanto, as empresas continuam mais prudentes. A ideia é investir em oportunidades para aumentar a produtividade, como por exemplo na inteligência artificial.

Os dados mostram que este tipo de inteligência será chave no mercado da moda, já que 75% de suas empresas, a partir de uma pesquisa, planejam aumentar seus investimentos em relação a área tecnológica. Aliás, a tecnologia é chave no setor, afinal nos tempos de incerteza é uma ajuda para os negócios.

 

2. Ascensão da Índia

A Índia se torna um ponto de interesse para a indústria da moda na medida em que sua base de consumidores de classe média cresce e o setor manufatureiro se fortalece. Empresas de moda devem redobrar seus esforços neste mercado altamente fragmentado e desafiador.

 A classe média do país vem crescendo e isso significa uma base de consumidores potenciais para o mercado. Além disso o setor de manufatura avança e se fortalece.

Embora seja um mercado desafiador, a tendência é que as empresas de moda aumentem seus esforços para entrar nele.

 

3. Comércio 2.0

As cadeias globais de valor estão mudando e as empresas terão que preparar seu planos para isso.

O comércio de vestuário pode ser reformulado por novas barreiras, incertezas e tensões comerciais (62% dos entrevistados para o relatório acreditam que as mudanças nas políticas comerciais vão gerar riscos para o crescimento econômico global); mas também crescer com novas oportunidades de crescimento do comércio dos países do hemisfério Sul e renegociação de acordos comerciais.

 

4. Fim da propriedade

Brechós e outras formas de consumo - upcycling; reparos em peças antigas; aluguéis de vestuário e acessórios - invadem o mercado e com isso a vida útil do produto novo está mais elástica.

As marcas, portanto, precisam pensar em entrar nestes segmentos para ganharem novos consumidores.

 

5. Despertar da consciência

A população está mais crítica sobre o seu consumo já que passou a entender e apoiar que as indústrias em geral estejam mais atentas e adeptas a necessidade de atenderem, também, questões sociais e ambientais em sua cadeia de produção.

Sendo assim, as marcas precisarão, cada vez mais, se adaptar a esta nova exigência se quiserem atrair consumidores (e talentos).

6. Agora ou nunca

Imediatismo de compra: muitos consumidores da moda não querem aguardar tanto entre sua descoberta e a compra em si. Portanto, as marcas precisarão cada vez mais se concentrar em diminuir prazos para preencher esta lacuna através de maior disponibilidade de produtos anunciados e tecnologias (como a inteligência artificial e entrega por drones).

Um dado relevante é que já vivemos em um mundo onde uma companhia - a Amazon americana - é capaz de entregar seus produtos aos seus consumidores dentro de um prazo de 24h.

 

7. Mais transparência

O consumidor se tornou desconfiado a partir do ganho relevante de importância dos famosos e necessários “dados”. As empresas, portanto, precisam recuperar a confiança dos mesmos e para isso devem oferecer, cada vez mais, um nível elevado e radical de transparência.

Além dela, outras palavras-chave para os consumidores neste quesito são: integridade criativa e  proteção de dados.   

 

8. Auto-disrupção

Caminhos diferentes dentro de sua própria marca, este é o caminho para quem quer competir com marcas novas que já nascem disruptivas e diferentes.

O segredo será romper com seus próprios modelos de negócios, se assim for necessário.

O apetite do consumidor por novidades deve ser mais importante do que “ser fiel” à proposta inicial da marca.

 

9. Dominação digital

Inovação nos e-commerces que se tornam cada vez mais rentáveis e procurados pelo consumidor. Ser uma plataforma procurada é muito importante. As empresas que são capazes de diversificar seu ecossistema fortalecem sua presença e liderança diante das outras que ficarem estagnadas nos modelos tradicionais de comércio.

 

10. Sob encomenda

 “Taylormade” ou feito sob medida: os dados e a inteligência artificial tornam este consumo cada vez mais possível e desejado. As empresas de massa precisarão experimentar este outro  modelo que responde de forma mais rápida às tendências e demandas. Isto ajuda com a produção e, portanto, reduz estoque.

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Foto: Pinterest via fashoionrevolution.org
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Foto: Pinterest via olhardigital.uol.com.br
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Foto: Getty Images.
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Foto: Pinterest via fashoionrevolution.org

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