Moda

É oficial: Barneys assina pedido de falência e revela seus maiores credores

A loja está devendo para mais de 5.000 empresas. Saiba quem está no top 15
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Momento histórico no mundo da moda. Nesta terça-feira, 06.08, a Barneys NYC oficializa seu pedido de falência diante de um tribunal nos Estados Unidos e marca o fim da era de ouro das lojas de departamento.

Fundada em 1923, a Barneys sempre foi conhecida como o símbolo do varejo de luxo em Nova York. Depois de quase 100 anos no coração da cultura de moda americana, a icônica rede deve pelo menos US$ 10 milhões (aproximadamente R$ 39,9 milhões) apenas em alugueis atrasados. A crise se agravou justamente pelo aumento exacerbado dos imóveis nas cidades como Los Angeles e Nova York. Um exemplo é o endereço histórico da Madison Avenue, em NY, que saltou o aluguel de US$ 16 milhões (aproximadamente R$ 63,8 milhões) para US$ 30 milhões (aproximadamente R$ 119,6 milhões). Com dívidas atualmente avaliadas entre US$ 100 milhões e US$ 500 milhões, medidas drásticas tiveram de ser tomadas. 
 

O e-commerce seguirá aberto, enquanto quinze lojas serão fechadas deixando apenas cinco funcionando por enquanto. Cidades como Chicago, Las Vegas, Seattle e Philadelphia estão dando adeus aos seus icônicos endereços, deixando apenas a Califórnia e Nova York responsáveis pelos últimos respiros da empresa varejista está recebendo US $ 75 milhões em financiamento enquanto procura por um comprador. 

"Como muitos em nosso setor, a posição financeira da Barneys New York foi drasticamente impactada pelo ambiente de varejo desafiador e estruturas de aluguel que são excessivamente altas em relação à demanda do mercado", disse a CEO e presidente da Barneys, Daniella Vitale, em um comunicado à imprensa. 

A notícia dificilmente surpreende em um mercado que gira cada vez mais em torno de compras on-line. A Amazon segue na sua luta para dominar o mercado de moda na internet, enquanto que endereços online de luxo como Net-a-Porter e Farfetch vêem suas vendas subirem e agradam o consumidor que cada vez tem menos tempo e paciência para ir às compras. O Instagram recentemente também anunciou parcerias com as principais marcas para incentivar os usuários a fazer compras por impulso diretamente no aplicativo.

O que também chocou o mundo foi a lista de credores da empresa. Grifes como The Row, Celine e Gucci estão aguardando serem pagas. Uma lista com o top 15 foi divulgada ao lado das quantias devidas: 

1- Jenel Management (imobiliária que possui o prédio na Madison Avenue): $6 milhões 
2- The Row: $3.7 milhões
3- Celine $2.7 milhões
4- Saint Laurent $2.2 milhões
5- Balenciaga $2.1 milhões
6- Givenchy $1.9 milhões
7- Gucci $1.8 milhões
8- Prada $1.6 milhões
9- Alaia $1.4 milhões 
10- Margiela $1.4 milhões 
11- Moncler $1.2 milhões 
12- Christian Louboutin: $1.2 milhões 
13- Chloe $995,965 milhões 
14- Chanel $877,516 milhões 
15- Loewe $877,323 milhões 
 

Embora ainda haja uma chance de a Barneys resistir à tempestade e se adaptar a uma nova era do capitalismo, o fato é mais uma prova de que, mesmo que as lojas de departamentos sobrevivam, elas não podem continuar seus negócios como de costume. A Bergdorf Goodman e a Bloomingdales ainda estão bem, mas as iniciativas de luxo on-line estão rapidamente se tornando estrelas do programa. Será que um site pode alcançar a mesma idolatria cultural de seus antecessores de lojas de departamentos? Vamos ficar de olho! 
 

 

 

 

 

 

 

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