Moda

H&M e C&A são investigadas por usar trabalho de presidiários chineses

As embalagens usadas pelas duas marcas podem ter sido produzidas dentro de prisões chinesas. Entenda o caso:
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As duas gigantes europeias da moda, H&M e C&A, assim como a empresa de tecnologia e produtos de escritório 3M, estão em uma lista do Financial Times que revela que suas embalagens são feitas por prisioneiros chineses em um tipo de neoescravagismo. 


A investigação, feita pelo ex-jornalista britânico Peter Humphrey (que esteve na prisão na China por quase dois anos sob a acusação de vender ilegalmente informações), alega que eles eram obrigados a trabalhar na confecção de embalagens que, segundo Humphrey, foram identificadas como sendo destas três marcas. Artigos têxteis também foram produzidos, mas não foi possível saber para onde.

 

Já é de conhecimento geral que empresas de fast fashion terceirizam todo o seu processo produtivo em países em desenvolvimento, principalmente na China. Representantes de ambas marcas de moda divulgaram notas afirmando que começaram a sua própria investigação e que, se confirmado, vão romper com os fornecedores responsáveis.

 

"Nós temos tolerância zero por qualquer forma de escravidão moderna, incluindo trabalho forçado ou feito em prisões.", afirma o chefe de sustentabilidade da C&A, Jeffrey Hogue.

 

"É completamente inaceitável que a produção seja feita dentro de prisões e isso viola seriamente as normas regulatórias que nossos fornecedores devem seguir", divulgou a H&M em nota. 

 

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