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Ícone francês: Maison Michel perpetua a tradição através de chapéus deslumbrantes

Tradições são preservadas ao estimular pequenos produtores a desenvolver artigos nos moldes do passado, mas com um toque contemporâneo
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Foto: Divulgação

Celebrar e preservar a história é uma das maiores formas de fazer homenagem a uma marca – e a Chanel entende muito bem do assunto. Atualmente, a maison mantém diversos ateliês especializados, sendo dez deles com foco no trabalho feito a mão.

 

Os artesãos se concentram principalmente em preparar as peças de alta-costura e da coleção Métiers d’Art da grife, exibida religiosamente em dezembro. A Chanel é a única marca que dedica uma coleção totalmente à parte para mostrar todo esse trabalho extraordinário. Mas é interessante notar que as oficinas especializadas continuam independentes e, portanto, são livres para fornecer e colaborar com outras marcas.

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Foto: Divulgação

O compromisso de trabalhar com pequenos produtores começou com Gabrielle Chanel. Cada um, com o seu próprio artesanato, contribuiu para muitos dos emblemas icônicos da marca. As camélias de 16 pétalas da Chanel são criadas exclusivamente pela casa de Lemarié desde os anos 1960, enquanto o sapateiro Massaro está por trás dos sapatos bicolores desde 1957. Outro símbolo importantíssimo da grife são os chapéus, fornecidos pela Maison Michel. Um laboratório criativo em evolução constante, a Maison Michel foi fundada em 1936 por Auguste Michel. Mas foi em 1968, com a chegada de dois talentosos chapeleiros, Pierre e Claudine Debard, que o sucesso foi alcançado de vez e a oficina passou a produzir itens para as principais marcas. Em 1975, Pierre Debard teve a ideia de reviver as máquinas Weissman, que permitem a montagem dos chapéus como se fazia antigamente, usando o ponto invisível, ou seja, sem a costura aparente. Isso possibilitou que eles pudessem responder às rigorosas demandas da alta-costura, que exigem um produto com o acabamento perfeito. Em 1983, Karl Lagerfeld começou a contar com a marca para dar vida às suas ideias engenhosas nos desfiles da Chanel.

Rica em uma tradição excepcional, a Maison Michel conservou um tesouro de mais de 3 mil blocos de chapéus perfeitamente ovais e uma impressionante reserva de modelagens e feltros antigos – praticamente todos os segredos do comércio de chapeleiros e chapelarias estão nas mãos desses artesãos especializados. Ao adquirir a Maison Michel em 1997, foi esse savoir-faire único que a Chanel queria manter e preservar, além de colocar a marca em direção ao futuro.

Desde 2006, a Maison Michel oferece produtos com o seu próprio nome e tem conquistado fashionistas mundo afora. Priscilla Royer, diretora artística desde o inverno de 2015, realiza uma reflexão pragmática sobre o chapéu, orientada para o indivíduo e seu próprio estilo. As criações da Maison Michel combinam inovação tecnológica, referências culturais e históricas com a usabilidade e o culto à atitude.

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