Moda

Identidade própria: L'Officiel Brasil #76 tem Sabrina Sato e Evelyn Magnini como capas

Saiba tudo sobre a nova edição que já está nas bancas!
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Sabrina Sato veste Dolce & Gabbana e Calzedonia (Foto: Bruno Rangel)

O Brasil é um país singular em sua essência e plural em sua vocação. Dono de contornos desconcertantes e de clima que faz derreter os desavisados em pleno inverno, a antiga Pindorama – convertida em Vera Cruz pelos portugueses –, virou o lar de milhares de descendentes de europeus, escravos, indígenas, asiáticos, aborígenes e de toda gente que cruzou os oceanos para viver por aqui. 

Dessa miscigenação nasceu a cultura brasilis, que tem sotaque próprio, temperos apimentados na culinária e um jeito único de vestir. O primeiro contato fashion genuinamente brasileiro rolou nos idos dos anos 1950, com a alta-costura de Denner. Depois foi a vez do tropicalismo psicodélico que arrebatou a turma setentinha e foi trocada pelo over style que tomou conta das décadas de 1980 e 1990. 

Então vieram os anos 2000 e com eles o minimalismo emprestado do japonismo. Mais recentemente, o Brasil assumiu a sua brasilidade (ou latinidade) – deixando de lado a cafonice, diga-se! –, com coloridos ora maximizados, ora totalmente neutros. Virou cool exibir etiquetas de pequenos designers, de grifes descoladas e de garimpos acertados que pregam o upcycling. Nessa onda, escolhemos percorrer caminhos que nos levam tanto à elegância do orientalismo, interpretada aqui pela musa Sabrina Sato, como ao construtivismo dessa identidade neotupi (que esmiuçou os passeios pela Rua José Paulino, “Zepa” para os íntimos, atrás do revival nacional).

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Sabrina Sato veste Ley Swimwear (Foto: Bruno Rangel)

Então pinçamos histórias de mulheres especiais – e múltiplas – como Karin Matheus, Nina Pandolfo, Yuli Yamagata, Clara Moreira, Janaína Rueda, Fernanda Takai, Kalina Juzwiak, Simone Sapienza SiSS e Lucia Silvestri. São tantas narrativas que merecem as atenções, que não raro deixamos passar nomes bacanas pelo nosso radar. 

Mas a missão que nos traz aqui é justamente praticar a democracia e dar voz a quem tem muito a falar. Essa é a inclinação do bom jornalismo, seja ele político, seja ele de moda.

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Evelyn Magnini usa Ellus, Le Lis Blanc e Yes I Am (Foto: Fred Othero)

A L'Officiel Brasil pode ser encontrada nas bancas e nos aplicativos do GoReadClaro BancaPressreader e Revistaria S.

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