Viagem

Voe até a boca de um vulcão ativo

Apresentamos uma seleção de refúgios com naturezas selvagens, culturas autênticas e experiências únicas para curtir a léguas de distância das hordas de turistas e dos destinos de sempre. Na matéria de hoje: Nova Zelândia

Por estar sobre o Grande Anel de Fogo do Pacífico, a Nova Zelândia ostenta nada menos que 60 vulcões. Boa parte deles segue em atividade, e o único em ambiente marinho está em White Island, ilha que não para de soltar fumaça branca e cujo nome em maori é Whakaari – “aquela que se faz visível”. O esforço para chegar lá não é pequeno: do Brasil, viaja-se por 18 horas até a capital Auckland (em geral, via Santiago ou Buenos Aires), depois é preciso encarar três horas de estrada até Rotorua. Maior concentração de descendentes dos maoris, habitantes da área desde o século 13, ela é a base dos helicópteros que voam até White Island. Ver do alto, à distância, a ilhota soltando nuvens densas em meio ao azul do oceano faz disparar o coração. Mas é depois de pousar e ganhar uma máscara para facilitar a respiração – o mau odor de enxofre pode ser tóxico – que  o explorador tem o privilégio de caminhar até a boca daquele caldeirão. Bolhas cinza-chumbo misturam-se ao verde da água da chuva e aos minérios amarelos  e alaranjados do solo, desenhando um cenário surreal. Como se não bastasse  a satisfação de pisar em um pedaço do interior fumegante do planeta, o visitante ainda tem no entorno praias lindas. E, na volta a Rotorua, pode relaxar nos poços de águas termais em alguns dos melhores spas do país do Senhor dos Anéis.


• COMO CHEGAR: A Volcanic Air (volcanicair.co.nz) vende passeios de helicóptero a partir de Rotorua. É possível chegar ali também de barco com a White Island Tours (whiteisland.co.nz), em passeios de um dia, a partir do porto de Whakatane.

• ONDE FICAR: O refinado Solitaire Lodge (solitairelodge.co.nz) está fora do centro de Rotorua, no alto de um morro e à beira do lago Tarawera. Ele tem heliponto próprio para voar até a ilha-vulcão.

• TOME NOTA: Capital informal da população maori, que considera sagrado tudo o que vem da natureza, a cidade de Rotorua é base para apresentações de lutas típicas, como a haka, e para passeios a cascatas de águas quentes.

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