Fashion Week

As princesas neo-punk da Chanel invadem a Alta Costura digital da maison

A diretora criativa da maison francesa, Virginie Viard, apostou em ares de opulência, característica forte das criações de Karl Lagerfeld
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O Grand Palais, em Paris, amanheceu diferente nesta terça-feira. Em vez daquela circulação frenética de fashionistas, atravessando as calçadas do prédio do 8º arrondissement, por conta da crise de saúde causada pela COVID-19, as grifes que desfilavam suas coleções de couture para convidados contados a dedo, tiveram que mudar seus planos. No caso da Chanel, a diretora criativa Virginie Viard apresentou seus trinta looks com uma produção fotográfica e uma série de vídeos.

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Em vez de uma inspiração baseada em Coco Chanel, Virginie trouxe referências da era Lagerfeldiana, com, segundo ela, uma personagem que representasse "uma princesa punk saindo de 'Le Palace' ao amanhecer, com um vestido de tafetá, cabelos grandes, penas e muitas joias". No imaginário de quem acompanhou fielmente as preferências de Lagerfeld, musas como Alice Dellal e Kristen Stweart poderiam ser essas punk princesses. "Karl iria ao 'Le Palace', acompanharia essas mulheres muito sofisticadas e muito bem vestidas, que também eram muito excêntricas ”.

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No lugar da simplicidade, como escolhida para seu Verão 2020, com influências na infância de Gabrielle Chanel na abadia de Aubazine, a estilista brincou com opulência, brilhos, seja por metalizados ou joias das coleções de High Jewelry, e, claro, muita textura. “Gosto de trabalhar assim, indo na direção oposta do que fiz da última vez. Eu queria complexidade, sofisticação. ”, diz Virginie. Mesmo seguindo um sentido contrário à temporada anterior de Couture, os elementos icônicos da marca seguem no fluxo de renovação. O tweed, por exemplo, ganha bordados de lantejoulas, miçangas, strass e pedrarias. Em alguns visuais, como o tailleur  usado pela modelo Adut Akech, há contrastes de tons vibrantes e metalizados, em modelagens ajustadas e modernas – longe dos shapes sisudos do conjuntinho. Já no vestido, com alças e camadas, o tweed surge com aplicação de plumas e paetês. Na ala das propostas sem tantos adornos, mas com o ar punk que remete um tanto da origem da tribo britânica, o tecido ganha versão elegante em coletes alongados e calças boca-de-sino, como a opção apresentada pela modelo Rianne von Rompaey – destaque para a maquiagem com delineado duplo e batom carmim.

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Além da cartela saturada, Virginie optou por trabalhar efeitos marcantes nos neutros. Há vestidos brancos com mangas bufantes e saias volumosas, remetendo a uma atmosfera inocente e romântica; black dresses com barra assimétrica, decote V e um laço, que traz uma leve referência à Vivienne Westwood. Alguns laços pintados enriquecem as jaquetas bolero, além do tweed (mais uma vez) surgir combinado à fita listrada de prata; um paletó com uma cintura inteiramente debruada é usado por cima de calças cônicas de camurça preta, o último sinal de um romantismo ultra-rock. Mais uma vez, Virginie investiu nas referências urbanas como forma de renovar suas criações para a marca – afinal, mesmo trazendo a figura de uma princesa punk, a maison francesa continua tendo toda a sofisticação que circula no seu DNA. Difícil perder essa marca de nascença, não é?

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Fall-Winter 2020/21 Haute Couture — CHANEL

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