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Todo mundo conectado? As diferentes gerações e suas formas de lidar com a tecnologia

A vida online parece ter tornado tudo mais simples, mas cada geração lida com as inovações de formas diferentes
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Acordar atrasado e perder a carona bem no dia do rodízio. Esquecer a data daquela festa e lembrar na noite anterior, bem na semana em que as unhas não estão em dia. O que lá atrás seria dor de cabeça, hoje, com a vida online, parece bem mais simples de se resolver. Afinal, serviços para muitas preocupações cotidianas estão à distância de um clique, seja pelo computador, tablet, smartphone ou até mesmo um relógio.

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Não faz tanto tempo assim que a web chegou para tornar a tecnologia parte do dia a dia de qualquer pessoa. Criada em 1969, nos Estados Unidos, o sistema de computadores interligados nasceu para ajudar laboratórios de pesquisa. Por duas décadas, só o ambiente acadêmico teve acesso à novidade. No Brasil, a rede chegou a partir de 1995, quando alguns provedores passaram a oferecer tráfego e o serviço de e-mails.

Olhando para esse histórico não é difícil entender o motivo pelo qual as gerações lidam de forma diferente com a tecnologia e têm preferências específicas em relação às redes sociais e aos gadgets – “gíria tecnológica” para dispositivos eletrônicos portáteis, criados para facilitar funções especí cas e úteis no cotidiano.

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Os maiores avanços nessa seara foram acompanhados pela chamada geração “Y”, os tais “millennials”, nascidos da década de 1980 até meados de 1990. Inovadores e sedentos pelas possibilidades de conectar qualquer coisa à Internet por meio de objetos inteligentes, eles são os maiores consumidores de smartphones, smartwatchs e aparelhos de streaming (Apple TV e ChromeCast, por exemplo).

Também é característica dessa turma a capacidade multitarefas. Eles podem navegar, trabalhar, ouvir música, ler e falar ao celular – tudo ao mesmo tempo e agora. Por isso, como apontado pela pesquisa “Conected Life”, feita pelo Instituto Brasileiro de Neuromarketing e Neuroeconomia (IBN), estão em quase todas as redes sociais. Não ligam mais para Facebook, mas mantêm per s ativos no Twitter, Linkedin, Instagram e Tinder. Comunicam-se principalmente via Whatsapp e são adeptos dos serviços como Netfix, Amazon Prime e outros.

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É o celular a principal ferramenta utilizada por essa geração, que gasta pouco mais de três horas no aparelho ou em smartwatchs, enquanto jornais e revistas tomam no máximo dez minutos de sua atenção diária e a televisão não fica ligada por mais de uma hora e 30 minutos. E por falar em Facebook, uma das primeiras redes sociais, ela é a preferida da geração de pais ou avós dos millennials. Os chamados “baby boomers”, nascidos entre 1945 e 1963, pós-Segunda Guerra Mundial, que cresceram no ambiente analógico e cujo grande avanço da comunicação presenciado foi a invenção da televisão.

Conservadores digitais, esse pessoal gosta mesmo é de xeretar o Facebook alheio e trocar recados pelo Whatsapp. Ainda passam mais tempo na frente da TV – cerca de duas horas e meia diárias – que no celular ou no computador, onde levam uma média de uma hora e meia por dia. A rede é acessada sobretudo para serviços financeiros. São, muito provavelmente, aqueles que mandam mensagens motivacionais no grupo da família. Ainda assim, mesmo com o contato tardio com a Internet, que tornou o mundo mais efêmero, fica claro que é possível criar uma relação com tecnologia sempre cheia de descobertas.

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