Viagem

Paraíso Perdido: A beleza e lazer do sul da Nova Zelândia

Viajar pelo sul da Nova Zelândia é como mergulhar em uma realidade paralela: o ar é incrivelmente puro e as paisagens fantásticas quase intocáveis. Um cenário perfeito para experiências vividas com intensidade
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Pôr do sol em Queenstown Bay. Foto: Destination Queenstown

Não é fácil desembarcar em um dos lugares mais bonitos do mundo. Queenstown, cidade localizada às margens do belíssimo Lago Wakatipu e seus arredores repletos de belas paisagens, só é acessada após um voo com duas escalas. Saindo de São Paulo, você passa por Santiago e Auckland até aterrissar na área que ficou mundialmente conhecida como a locação da trilogia O Senhor dos Anéis. E é muito fácil entender o motivo visual para rodar uma história com figuras mágicas por ali! O clima é ameno, os gramados se assemelham a tapetes de verde profundo ou dourado hipnotizante, a névoa cria um clima de mistério e as montanhas parecem ser habitadas por elfos e orcs.

 

Fora do campo da ficção, a cidade é procurada pelos amantes dos esportes de aventura por sua gama extensa de atividades com emoção intensa. No inverno, o esqui é uma das mais desejadas. Mas, durante o ano todo, há canyon swinging, passeios de barco a jato, paraquedismo e bungee jump em pontes que chegam a ter quedas de 134 m. Tal efervescente ponto na ilha sul desse país tão distante dos brasileiros também é casa para momentos mais relaxantes por meio de sua gastronomia descomplicada, passeios brandos e pausas estratégicas para encarar um horizonte multicolorido.

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Vista aérea de Queenstow. Foto: Destination Queenstown

O TERROIR NEOZELANDÊS

Aos que gostam de se jogar em revigorantes passeios de bicicleta, uma ótima pedida é pedalar pela Gibbston River Ride. O percurso segue paralelo ao Rio Kawarau, de águas com nuances entre o azul e o esmeralda, e é considerado a rota dos vinhos do país. Aliás, não perca a chance de andar entre parreiras e fazer uma pausa estratégica em um dos restaurantes que servem pratos com ingredientes frescos sob a sombra de árvores frondosas. Nas taças, experimente a produção artesanal da vinícola Peregrine. O Pinot Noir é o atual carrochefe por ali, mas ainda assim você encontra bons Pinot Gris e Chardonnays. 

 

Se deliciou com os rótulos e não sabe o que fazer com a magrela que a acompanhou na ida? É só chamar um bike taxi, carro com engate e motorista que será seu traslado confortável e seguro de volta ao hotel.

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The Gibbston River Ride. Foto: Destination Queenstown

GEOGRAFIA ESPETACULAR

O clima temperado do sul da Nova Zelândia faz com que a região seja uma casa de temperaturas moderadas na maior parte do ano. Sendo assim, é possível aproveitar dias de céu de brigadeiro para curtir voos panorâmicos. Uma das opções mais impressionantes é a de cenário alpino. O helicóptero primeiro percorre suavemente a bacia de Queenstown. Na sequência, a aeronave passa pelo cânion Skipper, um desfiladeiro de 22 km de comprimento e, dependendo da condição climática, pousa sobre geleiras quase intocáveis. Os picos nevados ultrapassam os 3 mil metros. Você apenas ouve, no entorno dessa espécie de santuário da natureza, os ventos assobiarem. Na hora, o melhor mesmo é estar munido de um potente hidratante labial, jaqueta corta-vento e óculos escuros. Aproveite para respirar fundo dentro de uma atmosfera repleta de partículas brilhantes, que cruzam o horizonte como uma chuva de glitter furta-cor. É automático pensar em como a natureza é maravilhosa quando reina sozinha, sem a mão do homem alterando cenários. Deleite-se alguns minutos com uma vista rara.

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Lakes Helicopters Queenstown Glacier Southern. Foto: Destination Queenstown

VALE ENCANTADO 

O fiorde é uma estrutura geográfica bastante peculiar. Nela, o mar movimenta-se por um vale de altas montanhas rochosas. São poucos os lugares no mundo que ostentam regiões assim. E a Nova Zelândia é uma delas, com sua Fiordland. Situado na costa oeste da Ilha Sul, esse ponto foi esculpido por geleiras durante eras glaciais e transformado, além de um local repleto de vida, em um dos cartões-postais mais desejados da Oceania. 

 

Um dos passeios mais cobiçados ali é o cruzeiro em Milford Sound, um fiorde de proporções gigantescas adornado por cachoeiras. O barco desliza com suavidade pela água escura repleta de tanino, de uma mistura perfeita entre a chuva e o salgado Mar da Tasmânia. 

 

As paisagens são tão o belas que fica até difícil decidir qual o melhor ponto da embarcação para apreciá-las. Mas o roteiro pede atenção. De tempos em tempos, a tripulação chama, cheia de energia, para observar a vida marinha que se exibe. São golfinhos que pulam em espetáculos sincronizados, focas fazendo pose sobre rochas e pássaros nativos, como mohuas e keas, cruzando o céu. Só fique atento, pois esse último, um papagaio alpino, adora furtar pertences dos visitantes. Para saber mais sobre a vida marinha local, visite o observatório submarino em Harrison Cove.

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Milford Sound, Fiordland. Foto: Destination Queenstown

TEMPO DE DESCANSO 

Voltando para a cidade após tanta aventura em cenários únicos, nada melhor do que se refugiar em algum hotel confortável do destino, como o exclusivo Eichardt’s Private e suas setes suítes com lake view, ou o aconchegante Sofitel Queenstown Hotel and Spa. 

 

 O ritmo é lento e descontraído nesse polo turístico da região de Otago. Então, envolva-se em um compasso de paz e cruze as pequenas ruas ao entardecer até chegar ao lar do melhor hambúrguer do mundo.

 

FERGBURGER 

No número 42 da Shotover Street, você avistará uma fila. Talvez ela seja a única com a qual você vai se deparar na Nova Zelândia. O burburinho acontece constantemente, pois pessoas do mundo todo esperam um lugar para comprar o famoso Fergburger. Segundo jornais, fóruns de viajantes e até mesmo o cantor Ed Sheeran, essa combinação de pão crispy, tomate, molho, alface e hambúrguer bovino é o topo da lista de quem aprecia um sanduíche suculento. Mas a maior dica de todas envolvendo a iguaria é você pegá-lo na lanchonete, caminhar poucos metros, sentar-se nas pedras arredondadas do Wakatipu e apreciar cada centímetro da delícia enquanto observa o pôr do sol arroxeado. Uma experiência que custa meros US$ 12 neozelandeses e será lembrada pelo resto da vida.

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