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Pentacampeã do Billabong XXL, a carioca Maya Gabeira consolida seu nome no esporte mundial ao surfar em ondas gigantes
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O surfe ainda é um esporte dominado pelos homens. Não acredita? Basta ligar a televisão em qualquer competição da modalidade e a conclusão será essa. No mundo todo, as mulheres que escolhem traçar esse caminho sabem que o incentivo é escasso e o esforço precisa ser dobrado. Por aqui, uma das atletas que compra essa briga é Maya Gabeira. Não que ela se preocupe muito em reinvindicar o seu lugar – com seu talento, isso acontece naturalmente.

Aos 29 anos, a carioca é uma big rider. Isso significa que ela escolheu enfrentar as severas ondas gigantes, acima de seis metros de altura, como profissão. Pentacampeã do Billabong XXL, maior premiação do segmento, ela ganhou as manchetes internacionais em 2013 quando um acidente grave quase lhe custou a vida nas praias de Nazaré, em Portugal. Determinada e destemida, Maya não só voltou ao esporte como fez seu retorno ao mar na própria cidade litorânea.

Agora, ela acaba de ser anunciada como a primeira mulher brasileira a se tornar parceira da Tag Heuer. Com isso, ela se junta a um time lendário de atletas que se aliaram à relojoaria de luxo suíça, incluindo Maria Sharapova e Ayrton Senna, todos sob o mesmo lema: “Don’t crack under pressure”, que pode ser traduzido para “não quebre sob pressão” –, algo que Maya conhece bem, como nos conta na entrevista a seguir.

Quando se deu conta de que o surf era a sua grande paixão?

Assim que eu comecei, aos 13 anos, eu me apaixonei pelo esporte. Mas foi quando eu fui ao Havaí, aos 17 anos, que me apaixonei pelas ondas grandes. Na minha primeira temporada, assisti ao Eddie Aikau, um campeonato de ondas grandes, em Waimea Bay. Nesse dia, decidi que queria surfar naquelas ondas!

 

O surf continua sendo muito dominado pelos homens. Como você vê o seu papel como mulher de destaque no esporte?

Eu me sinto honrada em representar as mulheres num esporte dominado por homens. E tive a sorte de ser uma das pioneiras!

 

Você chegou a questionar se teria vontade de voltar ao surf após o acidente em Nazaré?

Nunca questionei minha volta ao esporte. Mas, de fato, foi muito difícil. Eu sabia que seria um grande desafio, mas eu amo desafios, e nunca desistiria do meu sonho por ter que superar uma grande dificuldade.

 

O que mudou em você após o acidente?

Muita coisa, mas, principalmente, acho que ganhei mais maturidade e paciência.

O que te trouxe mais prazer nos últimos anos?

O surf, as viagens. E, claro, brincar com meu sobrinho de 1 ano, que é a minha paixão!

 

O sol e a água do mar costumam ser cruéis com a pele o cabelo. Como você minimiza os danos?

Faço muita hidratação no cabelo, pois ele sofre muito. Na pele, só protetor solar. Passo água mineral no rosto e cabelo sempre que saio da água salgada.

 

Você é a primeira mulher brasileira escolhida para formar uma parceria com a TAG Heuer. Como surgiu esse convite? É um marco importante na sua carreira?

Estou muito honrada. Eu me identi co muito com a TAG Heuer e, claro, com seu lema #Don- tCrackUnderPressure. Sempre amei os relógios e sou fã de carteirinha do Ayrton Senna [rosto da primeira campanha de #DontCrackUnderPressure].

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