Cultura

Publicação britânica decide negar publicidade de empresas que extraem combustíveis fósseis

Momento histórico para o universo editorial
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Histórico! O jornal britânico The Guardian anunciou que não irá mais aceitar publicidade de empresas que se dedicam à "extração de combustíveis fósseis". Ou seja, petrolíferas e outras empresas cujo negócio passa pelos combustíveis fósseis não poderão mais investir no jornal como meio de visibilidade e marketing.

 

“A decisão, que segue os esforços para reduzir a pegada carbônica do The Guardian e aumentar a cobertura associada à emergência climática, será implementada e terá efeitos imediatos. A exclusão vai incidir em muitos dos maiores poluidores do mundo”, explicou o jornal na sua edição online. Em 2019, a publicação já tinha anunciado a sua intenção de reduzir a zero as suas emissões para essa nova década. 

 

De acordo com Anna Bateson, diretora executiva do jornal, alguns leitores querem que o jornal vá "mais longe" e que proíba os anúncios "de qualquer produto com uma pegada de carbono significativa, como carros e viagens". Porém, "acabar com esses anúncios seria um duro golpe financeiro" que poderia obrigar o jornal a "cortes significativos" na redação, ressalvou a diretora executiva.

 

A decisão de rejeitar as receitas publicitárias das petrolíferas surge num momento complicado para a indústria editorial e de mídia, já que ela continua sendo a principal fonte de financiamento do jornalismo. Mas o passo se viu inevitável frente à críticas de "greenwashing", em que movimentos de defesa ambiental denunciaram as petrolíferas de usarem campanhas publicitárias para celebrarem  pequenos investimentos em recursos renováveis, ao mesmo tempo que continuam a investir forte na estração de petróleo e gás.

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