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Indeciso com os horários das refeições? Descubra o Brunch!

A refeição que combina café da manhã e almoço e se tornou sensação
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Acordar mais tarde aos finais de semana: quem não ama?! Na dúvida entre esperar a hora do almoço ou aproveitar um bom café da manhã, o brunch surge para sanar qualquer indecisão e agradar a todos os paladares. O próprio nome já diz a que veio: é a junção das palavras inglesas breakfast e lunch. A mistura dos pratos matutinos que mais adoramos, com as receitas para o meio dia ganhou o nosso coração!

A refeição trending dos centros cosmopolitas, como NY, Londres, Paris e São Paulo teve suas origens no Reino Unido durante o século 19. Diz-se que ele foi criado para atender aos boêmios que passavam a noite se divertindo e acordavam tarde no dia seguinte (quem se identifica?) e por isso, é tradicionalmente servido aos finais de semana e feriados. Mas foi nos Estados Unidos, onde o breakfast tardio e mais reforçado tornou-se tradição aos domingos a partir da década de 1930 e se estabeleceu como um dos principais hábitos da cultura norte-americana. 

Campeã de posts nas mídias sociais de celebridades, a refeição da moda é chic e de “comer com os olhos”. É o banquete ideal para todas as tribos, podendo ser adaptada em versões fit, fat, vegetarianas e até veganas.  

A regra é não ter regra. E isso vale desde a hora da refeição até o que será servido nela. Na gringa, o restaurante spot é aquele que serve “brunch all day”. No Brasil, também já existem várias casas “brunch friendly”, principalmente na capital paulista. Mas porque não inovar e experimentar uma refeição inusitada em casa? O brunch é ideal para reunir a família junto à mesa e tirar o melhor partido deste tipo de refeição: a flexibilidade de horário, a oportunidade de conversar tranquilamente e o conforto da própria casa. Coisas que nenhum outro local oferece. 

De acordo com o Chef Marcelo Paolucci, que é fã assumido de brunches, a primeira coisa a se pensar deve ser o pão. O qual, segundo ele, tem seleções infinitas: italiano, baguette, sourdough, focaccia, integral, brioche, bagel, australiano. “O ideal é dar preferência aos pães de fermentação natural”, recomenda. Vale ainda investir em pastries e versões açucaradas, como croissants, pan et chocolate, macarons, waffles, panquecas, donuts e a deliciosa Frech Toast.

Na opinião de Marcelo, a estrela do brunch é o ovo, que pode ser preparado de diversas maneiras: poché, mexido, frito ou mollet. Todavia, há espaço para outros ingredientes. O Chef incentiva a criatividade na hora de escolher a proteína, que pode vir de diferentes cantos do mundo: o Presunto de Parma, o Jamón espanhol, o Black pudding inglês, o Saucisson de Lyon, o Pastrami romeno e claro, a Linguiça brasileira. Todos combinam muito bem com pão e ovo. Aposte no salmão defumado para uma opção mais leve ou no Falafel e Tofu para substituir a proteína animal. Como acompanhamento, opte por saladas de folhas, grão de bico, quinoa, feijão branco e o mais aclamado na cena hipster: avocado!  

Ao se falar do assunto o primeiro prato que vem em mente é o tradicional Eggs Benedict, um dos prediletos do Chef. No entanto, para mergulhar mesmo nas origens do tema, Marcelo propõe um brunch bem britânico, ou irlandês, região onde morou por muitos anos e que tradicionalmente consome embutidos variados, bacon, cogumelo e vegetais, como tomate e espinafre na refeição.

 

Embora o brunch seja mais difundido no exterior, adaptá-lo para uma versão brasileira também pode ser uma ótima pedida. “Afinal, ignorar nossas inigualáveis frutas tropicais seria uma afronta”, diz Marcelo, que ressalta também outras raridades nacionais como a tapioca, o açaí, a manteiga de garrafa e os queijos Canastra e Minas. Mas para o Chef mineiro o ponto alto de um brunch abrasileirado é o pão de queijo, que jamais poderá ser esquecido. 

A cereja do bolo guardamos para o final! Ao contrário do café da manhã, as bebidas mais fortes estão permitidas no brunch, inclusive as alcoólicas. O suco de tomate, por exemplo é um clássico que pode ser transformado no Bloody Mary, acrescentando-se vodca, molho inglês, suco de limão, sal, pimenta e um talo de salsão para decorar. Espumantes geladinhos e coquetéis mais leves como Mimosa, Bellini e Rossini também incrementam brunches informais de final de semana. Deu vontade?

Acompanhe algumas receitas e ideias no Instagram do Chef Marcelo Paolucci e se inspire em seus pratos que são de comer com os olhos!

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