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Muito além dos sintomas físicos, conheça as manifestações emocionais da pandemia

Irritabilidade, desamparo e insegurança são apenas alguns dos sentimentos que podem aparecer. Saiba como lidar com eles da melhor maneira!
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Foto: Reprodução / Instagram @kitty_hayes

A pandemia trouxe mudanças de hábitos profundas em toda a sociedade. Mas, quase seis meses depois que o isolamento social foi decretado, é possível observar que se por um lado ficar em casa pode proteger da doença física, por outro pode gerar mais problemas: os efeitos psicológicos causados por lidar com tantas emoções negativas.
 

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Foto: Reprodução / Instagram @dipseastories

As consequências desse estado de estresse permanente trazem desdobramentos com sintomas psicológicos e físicos. Como sabemos, a imunidade carrega um forte caráter emocional, se estamos adoecidos emocionalmente, ficaremos mais vulneráveis a contrair viroses e afins.

“Na tentativa de ajustamento social, trouxemos as relações profissionais, sociais, familiares e até românticas para a era digital, isto está impactando negativamente nossa saúde mental e consequentemente física, pela falta da energia da presença física.”, explica a Neuropsicóloga Leninha Wagner.

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Foto: Reprodução / Instagram @kitty_hayes

Ela conta que os sintomas mais comuns são: irritabilidade, desamparo, insegurança, depressão, ansiedade, intolerância. É claro que logo da primeira fase da pandemia, onde as mudanças de rotina foram drásticas, o cuidado imediato foi com saúde física das pessoas e o combate ao agente patogênico, estes foram os focos primários de atenção de gestores e profissionais da saúde, de modo que as implicações sobre a saúde mental tendem a ser negligenciadas ou subestimadas de imediato. Porém com a persistência da pandemia e a adaptação do ''novo estilo de vida'', há que cuidar da saúde mental. Portanto, medidas para reduzir as implicações psicológicas da pandemia não podem ser negligenciadas, são urgentes e necessárias.

Pessoas diferentes e de lugares diferentes, mas com os mesmos sintomas, têm buscado ajuda de Leninha para lidar com esses sentimentos.

“Atendo pessoas, na modalidade on-line em praticamente em todos os Estados do Brasil, e em muitos continentes. E a forma de sentir e reagir ao novo e desagradável momento, é o mesmo: Todos estão no desamparo, na dor da incerteza que é geradora de angústias e tantos outros sintomas que causam síndromes, transtornos e doenças”, detalha a neuropsicóloga.

Pensando neste momento tão difícil, ela dá algumas dicas de como passarmos por esses dias da melhor forma possível. Confira!

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Foto: Reprodução/ Instagram @alienorgasperi

Como evitar a sensação de solidão

Muitas famílias perderam o contato, sem ir ao trabalho ou rever as pessoas, é preciso encontrar alternativas para evitar o sentimento de solidão e exclusão; e uma das formas de superar este momento é manter a conexão virtual, como paliativo para amenizar o momento adverso. Leninha Wagner orienta o uso das chamadas de vídeo, via WhatsApp, Zoom, Skype e afins, para que possamos diminuir o distanciamento emocional e manter a conexão sentimental.

Isso nos garante por outra via o sentimento de pertença e importância. É imprescindível nos mantermos distantes, mas não separados. É possível, apesar de tudo, estarmos conectados afetivamente, pelo recurso das plataformas digitais. A tecnologia disponibiliza ferramentas que utilizadas com parcimônia, trazem benefícios para a comunicação e conexão. Diminuindo o sofrimento pelo distanciamento.

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Foto: Reprodução/ Instagram @mirand4v
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Foto: Reprodução / Instagram @bertillecnt

Como evitar uma crise de pânico

É um tempo de incertezas e essas expectativas são geradoras de estresse e ansiedade, o que pode afetar intensivamente a saúde mental. Para evitar que isso aconteça, Leninha deixa algumas recomendações: manter o controle da respiração, é sempre o primeiro passo para manter a homeostase do corpo. Quando garantimos a autorregulação, evitamos a alta produção de neurotransmissores como cortisol, adrenalina e noradrenalina, por conta do descontrole da respiração, que provocam hiperventilação, isto é, grande concentração de partículas de oxigênio na corrente sanguínea, e baixa oxigenação cerebral.

A respiração diafragmática, é o primeiro passo para quem se vê numa crise de ansiedade ou pânico. E, claro, buscar ajuda profissional, como ela enfatiza: “Um psicólogo terá as técnicas de manejo e ferramentas adequadas para lidar com a situação. Mesmo que de forma remota, on-line, conseguimos dar auxílio imediato a quem está em sofrimento da alma”.

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Foto: Reprodução / Instagram @kitty_hayes

Vai passar!

Há que se pensar que a vida é feita de momentos, mas é sempre maior que eles. Esse momento irá passar e virará história nos livros que serão escritos para as futuras gerações. Por isso a Neuropsicóloga destaca algumas dicas valiosas para enfrentar este período difícil: Deixe esse seu momento marcado por ações positivas e produtivas em sua vida. É importante buscar inteligência emocional para lidar com tantos desafios diários, que nos foram impostos de maneiras surpreendente. A preocupação com a saúde, com a evitação do contágio, com o afastamento social, alteração das relações e da rotina de trabalho, a insegurança com a manutenção da vida financeira, todos esses fatores são desencadeadores de dores emocionais com as quais não estávamos preparados para lidar. Buscar por auxílio, procurar ajuda profissional. E ela finaliza “é um cuidado que devemos nos permitir para superar este momento adverso. Certamente não é fácil nem agradável o momento a que todos nós estamos submetidos. Mas é possível atravessar amenizando os efeitos”.

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Foto: Reprodução/ Instagram @alyssainthecity

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