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Reverter o envelhecimento? Estudo mostra que é possível. Entenda!

Após três meses de tratamento, o nível celular das pessoas rejuvenesceu cerca de 25 anos. Uma descoberta completamente inovadora!
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(Foto: Reprodução/Instagram @elainewelteroth)

Ao longo dos anos você já deve ter notado diversos anúncios, artigos e estudos para combater o envelhecimento. Seja em produtos anti age, que combatem linhas de expressão, ou até mesmo vitaminas e tratamentos capazes de trazer maior bem estar. 

Agora, uma nova descoberta da ciência traz um panorama completamente inovador ao descobrir que, muito além da prevenção, é possível reverter o envelhecimento! E isso não significa longas cirurgias e uma longa lista de medicamentos: o resultado vem simplesmente da inalação de oxigênio puro.

“Não estamos apenas a desacelerar o declínio, estamos a retroceder no tempo”, revela o autor da descoberta, Shai Efrati, do Shamir Medical Center em Be'er Ya'akov, ao The Jerusalem Post. Mas como compreender todo esse processo tão interessante? O neurocientista brasileiro Fabiano de Abreu Rodrigues nos ajuda nessa missão.

"O estudo selecionou 35 adultos saudáveis, com idade igual ou superior a 65 anos. Estes indivíduos foram submetidos a um processo no interior de uma câmara pressurizada e inalando oxigênio puro, 90 minutos por dia, cinco dias por semana durante três meses. No final do tratamento foi constatado que ao nível celular rejuvenesceram cerca de 25 anos.", indaga Abreu.

De acordo com Fabiano, esse processo acontece como uma forma de reverter o encurtamento dos telômeros, que são “regiões repetitivas nas extremidades dos cromossomos e atuam como capas que protegem as regiões internas dos cromossomas e que se desgastam em pequena medida a cada ciclo de replicação de DNA”. 

O Dr. explica como acontece o processo de envelhecimento. “Com o passar do tempo ele se reduz e ficam mais curtos até chegar a um momento que não são capazes de proteger o DNA, as células param de se reproduzir resultando na velhice”. É exatamente nesse ponto que toca o estudo.

No entanto, Abreu alerta que ainda é cedo para encarar este estudo como certo. "Embora sejam progressos enormes temos que aguardar e compreender se a longo prazo este tratamento trará alguma consequência ou efeito adverso", avisa o neurocientista. Mas, ele explica que esse estudo mostra que o envelhecimento pode ser visto de uma nova forma “Ao invés de um processo sem retorno podemos olhar para ele como uma doença que pode ser tratada e retardada. A nossa esperança média de vida pode vir a aumentar significativamente e, mais importante que isso, a qualidade com que envelhecemos também”.

 

 

 

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