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Pausa necessária: Confira dicas de como lidar com a ansiedade e a síndrome de burnout

Cultivar momentos de prazer no dia a dia agitado é um dos melhores antídotos contra a ansiedade e a síndrome de burnout
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Foto: Django/ Getty Images

Nosso cérebro está cada dia mais sobrecarregado com o excesso de informação. Afazeres profissionais não têm mais só o horário comercial para ocorrer, se fundindo em tantos momentos com a vida pessoal. Temos em aplicativos como o WhatsApp a sensação de estarmos disponíveis o tempo todo. Se não estivermos “online”, uma sensação de culpa pode assombrar os pensamentos. E os números provam isso. O Brasil é, segundo dados da Organização Mundial da Saúde, o país mais ansioso do mundo – 18,6 milhões de brasileiros convivem com o transtorno.

 

Somos, por outro lado, uma geração que busca entender o funcionamento do cérebro. Falamos mais sobre depressão, ansiedade e medos. Usamos como ferramenta para ultrapassar as barreiras psicológicas documentários, artigos científicos, acompanhamento médico, conversas com amigos. Ainda assim, existem os que não conseguem interromper os exageros de funções ou pensamentos para cuidar da mente. Em momentos de demasia de tarefas, a cabeça pode começar a falhar e o peito desenvolver uma espécie de nó. É quando o sono se interrompe com uma respiração descompassada e, em casos mais graves, a pessoa simplesmente desmaia. 

Entender a crise

O burnout é uma síndrome desencadeada pelo excesso ou pela sobrecarga de trabalho. “Com ela, a pessoa sente exaustão. É um esgotamento físico e psicológico agravado por recursos tecnológicos e de informática, que mudaram o modo de trabalhar, acelerando a velocidade da comunicação”, diz Elaine Di Sarno, psicóloga especialista em avaliação psicológica e neuropsicológica, de São Paulo.

 

Entre os sintomas estão o desânimo, a dificuldade de raciocínio, a preocupação excessiva, a irritabilidade, a sensação de incapacidade ou inferioridade, a diminuição da criatividade e o aparecimento de doenças físicas e outros transtornos mentais. Deixar de dormir pode ser um gatilho para o problema, pois o indivíduo tende a julgar que virar a noite é sinônimo de performance, desregulando então o relógio biológico e causando o estresse físico e emocional. O uso de álcool e estimulantes lícitos ou ilícitos pode agravar o quadro, que necessita de acompanhamento multidisciplinar, entre psicólogos e psiquiatras.

Com o diagnóstico em mãos, chega a hora do tratamento. “Além do processo psicoterapêutico associado à medicação prescrita por um psiquiatra, é sugerido reduzir o consumo de cafeína, realizar exercícios físicos, utilizar técnicas de relaxamento (meditação e ioga, por exemplo), procurar uma alimentação saudável. Diminuir o uso de drogas, álcool e nicotina também é um passo interessante”, diz Cristiane M. Maluf Martin, psicanalista de São Paulo.

Evitar situações de risco

Já para quem está na corda bamba, com os sintomas se aproximando, o ideal para prevenir a síndrome de exaustão é descansar o corpo e a mente. E isso pode ser alcançado com a busca por equilíbrio entre as horas no trabalho e as horas de descompressão. Encontrar amigos, apreciar uma boa música, descobrir o prazer de ler um livro e assistir o episódio da série do momento sem as interrupções do toque das mensagens do celular é um começo.

Mais aliados para um cotidiano livre dos excessos de preocupação

Elixir da calma Exercícios de respiração já são amplamente difundidos como um passo para controlar a ansiedade. A prática pode melhorar ainda mais com uma ajuda vinda da natureza, por meio de compostos vegetais. “Uma combinação de óleos essenciais pode diminuir os sentimentos de tensão, acalmando as emoções. Também promove uma melhor qualidade do sono”, diz Katarina Wagner, engenheira química, de São Paulo. 

 

No prato Corpo bem alimentado, cabeça mais tranquila. “Verduras escuras, como a couve, o espinafre, o agrião, a rúcula, a mostarda e a escarola, são fontes de magnésio, mineral que atua como relaxante muscular e também participa na formação da serotonina. Esse neurotransmissor é considerado a substância do bemestar”, diz Christiane Bergamasco, nutricionista clínica e esportiva, da Clínica Dra. Cristiane Coelho, de São Paulo.


O som da paz Adicionar mantras à rotina é uma forma de diminuir o excesso de pensamentos. “As moléculas da água guardam memória, inclusive as do nosso corpo. Músicas com palavras como amor e gratidão causam uma vibração positiva”, diz Debora Suconic, terapeuta formada em medicina chinesa, de São Paulo. O ideal é deixar os mantras ecoarem pela casa, e não em fones de ouvido, para emanar boas vibrações por todos que estiverem no ambiente.

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É possível encontrar diversas playlists de mantras em plataformas de streaming, como Spotify e Deezer. 

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Aplique duas gotas na mistura nas mãos para ajudar a diminuir os sentimentos de preocupação

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