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Maratona de grandes novidades: A experiência única de correr

Alcançar o pódio deixou de ser a única meta da maioria dos corredores. Aproveitar o caminho – e a experiência – é o que move os maratonistas da nova geração
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Fotos: albatros travel (the big five) e divulgação

A prática das corridas de rua teve início no fim do século 19, inspirada nas maratonas gregas. O impulso veio sete décadas depois, na Copa do Mundo de 1970, quando a seleção brasileira utilizou as mesmas técnicas do médico norte-americano Kenneth Cooper para aumentar a velocidade e a resistência das tropas na guerra.

A vitória que marcou a despedida de Pelé dos mundiais fez com que o método se espalhasse nas universidades e em times de basquete, despertando no cidadão comum o interesse pelo jogging. Mas foi pelos pés de um baby boomer, nascido em 1947, que as corridas de rua foram alçadas ao patamar da popularidade nos Estados Unidos.

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Fotos: albatros travel (the big five) e divulgação

Com transmissão ao vivo, milhares de telespectadores acompanharam o compatriota Frank Shorter cruzar, campeão, a linha de chegada na maratona da Olimpíada de Munique, em 1972. Nessa época, foi lançado o Nike Classic Cortez, tênis desenhado para absorver melhor o impacto e que acabou virando um dos símbolos da nova onda esportiva. O calçado foi imortalizado no cinema, em 1994, ao ser utilizado pelo personagem corredor Forrest Gump.

No início dos anos 1980, a tradicional São Silvestre passou a aceitar a inscrição de atletas amadores, o que estimulou a realização de circuitos em outras capitais brasileiras. Depois de atravessar a década de 1990 sem muito glamour, a atividade chegou ao século 21 com ares de festa.

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Fotos: albatros travel (the big five) e divulgação

Se em 1985 a instalação de banheiros químicos na largada de uma prova era considerada um luxo, atualmente, os participantes encontram áreas VIPs com bufê, bebidas, música e cenário “instagramável”, estímulo para os cliques serem compartilhados nas redes com hashtag.

Ao contrário dos atletas dos tempos da brilhantina, que corriam por uma questão de bem-estar e só eram premiados no pódio, os millennials preferem as corridas que tenham engajamento social, como combate ao câncer ou um tema de nido, como Halloween. A motivação principal para cruzar a linha de chegada é conquistar a medalha – recebida mesmo sem vitória –, símbolo de mais uma experiência colecionável.

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Fotos: albatros travel (the big five) e divulgação

PELO MUNDO

The Color Run
A corrida acontece em diversos países. Sem cronômetro, a meta é cruzar a linha de chegada coberto de pó colorido antes de curtir a festa. 

Star Wars Rival Run Weekend
Os participantes podem competir pelo lado Light ou Dark da força. As provas são realizadas no parque da Disney, na Flórida. 

Night Run
O circuito acontece em várias cidades do Brasil nas noites de sábado, ao som de pop, rock ou hip-hop.

Châteaux du Médoc
Realizada em setembro, na França, os participantes correm fantasiados. Em 2020, o cinema será o tema que vai inspirar os figurinos.

The Big Five
Para os mais corajosos, é possível participar de uma maratona na savana em meio aos elefantes, leões e rinocerontes. A próxima edição será em junho de 2020, na África do Sul.

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