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Ferramentas de busca apontam recorde em pesquisas sobre ansiedade e distúrbios alimentares

Um estudo realizado pela SEMrush revela que em março, o termo “transtorno de ansiedade” teve um aumento de 50% em comparação com o período pré isolamento
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Não dá para negar: 2020 se tornará um ano difícil de esquecer! Muito além dos problemas de saúde devido à pandemia do novo coronavírus, o isolamento social trouxe uma série de consequências para o psicológico de pessoas do mundo inteiro, aumentando significativamente as buscas online sobre ansiedade e distúrbios alimentares. 

 

Um estudo realizado pela SEMrush revela que em março, o termo “transtorno de ansiedade” teve um aumento de 50% em comparação com o período pré isolamento, em fevereiro. Outros termos como "sintomas de crise de ansiedade" cresceram 50% e “como controlar a ansiedade" subiu 22%.

 

Além do acompanhamento psicológico, outras tendências de pesquisa chamaram atenção, como a busca por remédios. O termo “medicamentos para ansiedade e para dormir” teve um crescimento de cerca de 22%.

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Por outro lado, a boa notícia é que as pessoas estavam buscando formas de melhoria, buscando também por “terapia” e “psicólogo online”, termos que tiveram o crescimento de 50% e 83%, respectivamente. Já a busca por “psicólogo gratuito” teve um aumento de 24% se comparado aos períodos pré e pós-isolamento. 

 

Outros termos que também são vinculados com a busca pelo auto cuidado tiveram um crescimento significativo durante esta fase, como “meditação" e “exercícios de respiração, que teve um aumento de 49% e 82% respectivamente em comparação com o período pré e pós isolamento. 

 

Nos Estados Unidos, pesquisadores da Qualcomm Institute da University of California San Diego, em colaboração com a Johns Hopkins University, Barnard College e o Institute for Disease Modeling realizaram uma análise do Google Trends e identificaram um crescimento marcante na busca por termos envolvidos com ansiedade e pânico.

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“Durante os primeiros 58 dias da pandemia COVID-19, houve um total estimado de 3,4 milhões de pesquisas relacionadas à ansiedade aguda severa nos Estados Unidos” revelou Benjamin Althouse, da Institute for Disease Modeling em comunicado “Na verdade, as pesquisas por ansiedade e ataques de pânico foram as maiores que já ocorreram em mais de 16 anos de dados históricos de pesquisa”.

 

Outro tópico que se tornou muito pesquisado durante esta fase foram distúrbios alimentares, que tiveram um crescimento significativo. Segundo a pesquisa do SEMrush em março  o crescimento dos termos “anorexia” e “bulimia” foi de 22% e 50%, respectivamente. 

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Já “compulsão alimentar” cresceu 22% em março o que, por si só, já seria um dado alarmante, entretanto em abril teve mais um salto para 50% e em maio e junho para 84% em comparação a fevereiro. 

 

Um estudo publicado na International Journal of Eating Disorders, realizado com 1.021 pessoas (divididas entre participantes dos Estados Unidos e Holanda) relatou que mais de um terço das pessoas afirmaram ter uma piora em transtornos alimentares durante essa fase.

 

Por outro lado, o estudo da SEMrush identificou também o aumento de busca por “nutricionista online” de 50% em abril, 83% em maio e 124% em junho.

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